Diário de bordo 6° dia Expedição Zigurats Dakila Pesquisas – Egito 2015

Passeio de charretes para ida ao templo de Edu no Egito - Arquivo de pesquisa urandir 2015No 6° dia da Expedição Zigurats Dakila Pesquisas – Egito 2015, os dois navios cruzeiro chegaram a Edfu. O objetivo de Urandir e demais membros da expedição foi pesquisar o templo de Edfu nessa mesma cidade. Edfu ou Behedet é uma cidade egípcia localizada no lado ocidental do Nilo, entre Esna e Assuã. Edfu é onde se localiza o grande ptolomaico Templo de Edfu de Hórus. Atualmente a cidade chama-se Tell Edfu e contém construções da antiguidade junto com as casas egípcias contemporâneas.

O grupo seguiu em uma grande carreata de charretes para o Templo de Edfu, guiadas pelos egípcios locais. Todos se divertiram muito nesse passeio peculiar e descontraído.

O Templo de Edfu, chamado também o templo de Hórus e,  sem dúvida, é um dos mais conservados e belos templos em todo o Egito. Situa-se na margem oeste do Rio Nilo. O templo de Edfu foi construído de pedra arenosa e possui milhares de cenas e muitas inscrições em alto e baixo relevos em suas paredes.

A arqueologia tradicional acredita que o templo foi erguido sobre um núcleo antigo que remonta ao Segundo Período Intermediário nas Dinastias XIII-XVII,  além do tempo do Império Novo nas Dinastias XVIII-XX, assim como acredita que a estrutura atual data do Período Ptolomaico e sua construção tenha se iniciado por volta do ano 237 a.C durante o  reinado de Ptolomeu III Evérgeta I e finalizado durante os reinados de Ptolomeu IV, Ptolomeu VIII, e Ptolomeu XII por volta do ano 57 a.C.

Urandir e demais pesquisadores da Expedição Egito acreditam que as datações da construção dessa obra arquitetônica sejam muito mais antigas do que a arqueologia tradicional afirma. Um dos pontos intrigantes é a simetria do corte das pedras, seu encaixe perfeito , as inscrições em alto e baixo relevo com riqueza de detalhes impressionantes, sem contar os próprios detalhes da construção, como os construtores ergueram as gigantescas pedras com centenas de toneladas usadas nos tetos das construções; Com que tecnologia realizaram essa construção pois hoje em dia seriam necessários gigantescos guindastes para isso.

Interior do Templo de Edfu -  Urandir Expedição Egito 2015O Templo de Edfu mede 137 metros de comprimento e 79 metros de largura com um pilono gigantesco (portal e duas torres) que atinge 37 metros de altura. Um pátio aberto, uma sala com 18 colunas e outra sala interior com 12 colunas, dois vestíbulos consecutivos e o santuário no fundo do templo. As duas torres do primeiro pilono estão decoradas com cenas que ilustram o rei Ptolomeu VIII subjugando os inimigos ajoelhados em submissão. Em cima do rei encontra-se um série de relevos que representam o rei rezando e fazendo oferendas diante de diversas divindades sobretudo Hórus, Hathor e Hor-Sma-tway, Osíris e Ísis. Acima da entrada se vê o discos solares alado, o sinal tradicional de proteção dos templos egípcios. A entrada do templo está ladeada de duas estátuas do deus Falcão Hórus feitas de granito cinzento protegendo o rei Ptolomeu. O pátio aberto do templo está rodeado por três lados, de 32 colunas, ornamentados com relevos, cujos capitéis são compostos de vários elementos vegetais, papiros, lótus, palmeiras, etc.

O Deus Hórus era adorado na cidade de Edfu sob uma forma diferente: um disco solar provido de um grande par de asas de falcão. A lenda narra que no reinado de Rá, não o deus-Sol, mas um rei primitivo do Alto e Baixo Egito, as tropas reais estavam na Núbia quando o soberano foi informado de que havia uma conspiração contra ele no Egito. Parecia que os conspiradores estavam sendo ajudados por forças malígnas ou talvez fossem demônios cujo lider era Seth. O rei navegou pelo Nilo em direção ao norte e, ao chegar a Edfu, ordenou a seu filho Hórus que combatesse o inimigo. Hórus voou pelo firmamento, tomando a forma de um disco solar com asas e, ao avistar o inimigo, desceu voando para o ataque. Inflingiu tantos danos aos rebeldes que eles fugiram. Como recompensa por essa proeza, o rei conferiu ao seu filho o título de Hórus de Edfu.

Urandir durante pesquisa realizada no templo de karnac no egito 2015Ainda assim, os inimigos ainda não estavam derrotados. Transformaram-se em crocodilos e hipopótamos e atacaram o barco de Rá. Novamente Hórus e seus seguidores venceram os adversários, usando arpões de dentro do barco. Assumindo novamente a forma de um disco solar alado e permanecendo estacionário na proa da embarcação, Hórus perseguiu os sobreviventes por todo o Alto e Baixo Egito, infligindo-lhes terrível derrota. Ele degolou Seth na frente de Rá e arrastou-o pelos pés por todo o Egito. O disco alado é uma personificação do próprio conceito de vitória, já que as asas são um antigo símbolo de liberdade e o Sol representa o poder do deus Rá.

Continuando a história dessa lenda,  os personagens mudam um pouco, pois Hórus, o filho de Rá, é substituido de forma confusa por Hórus, o filho de Osíris. O líder dos adversários continua sendo Seth, renascido e, agora, inimigo de Osíris. Seth assume a forma de uma serpente e a luta prossegue por todo o Baixo Egito até atingir as fronteiras da Ásia. Hórus toma a forma de um cajado com uma cabeça de falcão e uma ponta triangular em forma de lança e, novamente, sai vencedor. Para garantir sua vitória, ele navega em direção ao sul, até o Alto Egito, para pôr fim a uma outra rebelião. Como recompensa por esse triunfo, Rá decreta que o disco solar alado deve ser colocado em todos os templos e santuários de todas as divindades como proteção contra os inimigos.

Essa divindade ficou conhecida como Hórus de Edfu ou Hórus de Behdet (Heru-Behdety, em egípcio), por ter sido cultuada nas duas cidades, nas quais templos foram erguidos em sua honra. Edfu, cujo nome egípcio antigo era Mesen, situava-se no Alto Egito e os gregos, tendo associado o Hórus de Edfu ao seu deus Apolo, deram nome de Apolinópolis Magna à cidade. Nela o deus fazia parte de uma tríade, tendo Hátor como esposa e Harsomtus como filho. No Alto Egito a divindade também era adorada na antiga Nekhen, a Cidade do Falcão, a Hieracômpolis dos gregos e atual Kom el-Ahmar. Por sua vez, Behdet situava-se na região ocidental do delta do Nilo. Seu nome atual, Damnhour, deriva da antiga palavra egípcia dmi-Hor e significa Cidade de Hórus. A forma mais usual de representação da divindade era a de um disco solar alado colocado sobre as portas de seus santuários. Alternativamente era mostrada como um falcão pairando sobre o faraó nas cenas de batalha, com as garras segurando o mangual da realeza e o amuleto símbolo da vida eterna. Ainda pode aparecer como um homem com cabeça de falcão usando a coroa dupla, ou como um falcão, também com a dupla coroa. Um de seus símbolos é o cajado com cabeça de falcão com o qual o deus Seth foi destruído.

Templo de Karnac - patio interno - Urandir Expedição Egito 2015 - Templo de KarnacPela tarde Urandir e o grupo de pesquisadores navegou até Luxor.  Luxor está a quase 700 quilômetros ao sul do Cairo e é, de longe, a cidade mais rica em quantidade de monumentos do Antigo Egito. Dividida pelo Rio Nilo, as margens leste e oeste abrigam abundantes relíquias que têm sido restauradas e apresentadas ao mundo ao longo dos anos.

No Banco Leste, dedicado a vida e aos vivos, encontra-se o Templo de Karnak. O maior de todos os templos já encontrado no Egito. Sua construção demorou mais de dois mil anos e não tinha sido totalmente concluída, segundo estimam os estudiosos. A sua restauração e conservação teve início no Século XVIII e ainda não está concluída, uma vez que as buscas no local não cessaram.Obeliscos no Templo de Karnac - Urandir Expedição Egito 2015 - Templo de Karnac

Dedicado ao deus sol, Amon-Rá, o gigantesco complexo de templos tinha cerca de 80 mil trabalhadores. Naquela época, imensas avenidas o interligavam aos demais templos da região. Algumas delas eram ladeadas por esfinges.

Como o templo foi ocupado por diferentes faraós – um deles o famoso Ramsés II – em suas paredes encontramos dois diferentes estilos de entalhe. O primeiro, feito em alto relevo, era mais fácil ser danificado. Já no segundo, as pedras eram talhadas em uma profundidade que permitisse que os registros permanecessem intactos.

O templo foi dedicado a uma sagrada família de egípcios, conhecida como Tríade Tebana, formada pelos deuses Amon (pai), Mut (mãe) e Khosu (filho). Segundo arqueologos e historiadores, o Templo de Karnak foi ampliado por reinados egípcios ao longo de mais de 1700 anos. Até meados do século XVIII, o templo ainda estava submerso nas areias.

Urandir Expedição Egito 2015 - Templo de KarnacNo local, realizavam-se cultos aos deuses da tríade, dando-lhes uma soberania maior que a dos faraós. Em um de seus complexos, o Templo de Amon, está o maior obelisco do Egito, com 27 metros de altura e 340 toneladas de peso. Este monumento representa a única mulher faraó que governou os egípcios, Hatshepsut, e contém uma inscrição que diz: “Vós que vires este monumento nos anos vindouros e falarem disto que fiz…”

Ao longo do corredor do Templo de Karnak, há um saguão ornado com uma floresta de pedras, sustentado por 134 colunas gigantes em forma de papiro. No templo, também encontra-se um lago que era sagrado para os egípcios da Antiguidade, pois representava a purificação dos deuses e o renascimento pela manhã do deus-sol Amon.

Urandir durante pesquisa realizada no templo de karnac no egitoA maioria dos faraós que lideraram a construção do templo ordenava que os deuses tivessem traços semelhantes aos seus rostos. Por exemplo, percebe-se que as feições dos deuses Amon e Amonet, expostos em Karnak, eram parecidos com a do faraó Tutancâmon, que governou o Egito no século XIII a.C.

O Templo de Karnak ocupa uma área de mais de 2.000 m² e, com uma ampla reforma de preservação e restauração – que inclui um espetáculo show de luzes e sons à noite – é um dos principais cartões de visita dos turistas e pesquisadores que viajam ao Egito.

Templo de Luxor no Egito - arquivo urandir 2015Já a noite o grupo visitou o Templo de Luxor.  O Templo de Luxor, foi iniciado na época de Amenófis III e aumentado mais tarde por Ramsés II, só foi acabado no período muçulmano.

É o único monumento do mundo que contém em si mesmo documentos das épocas faraónica, greco-romana, copta e islâmica, com nichos e afrescos coptas e até uma Mesquita (Abu al-Haggag). Este templo era dedicado ao deus Amon, mas não só, era também dedicado às divindades Mut (esposa de Amon] e Khonsu.patio interno no Templo de Luxor no Egito - arquivo urandir 2015

As suas dimensões são menores do que as do Templo de Karnak, e ambos são dedicados ao mesmo deus. O seu nome antigo era Ipep-resit, traduzido como “Harém do Sul”, referindo-se às festas que uma vez por ano lá tinham lugar, durante estas festas eram transportadas as estátuas de Amon, Mut e Khonsu de Karnak para Luxor. Por volta do século II, o templo foi ocupado pelos romanos, mas foi sendo abandonado gradualmente. Foi coberto pelas areias do deserto, até que em 1881 o arqueólogo Gaston Maspero redescobriu o templo que, se https://urandir.com/wp-content/uploads/2015/05/Obelisc-no-Templo-de-Luxor-no-Egito-arquivo-urandir-2015.jpgencontrava muito bem conservado. Para iniciar a escavação a vila que entretanto tinha crescido perto do templo teve de ser retirada, apenas permanecendo uma mesquita, construída pelos árabes no século XIII.Imagem noturna do Templo de Luxor no Egito - arquivo urandir 2015

Do lado esquerdo da porta principal, está posicionado um gigante obelisco construído em uma única peça. O outro, que deveria estar a sua esquerda, foi oferecido ao governo francês como presente pelos egípcios e, atualmente, está na Place de la Concorde, em Paris.

Artigo criado e publicado em 2015-05-24 23:00:17.

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