Diário de bordo 3° dia Expedição Zigurats Dakila Pesquisas – Egito 2015

No  3° dia Expedição Zigurats Dakila Pesquisas – Egito 2015 o pesquisador Urandir Oliveira esteve juntamente com os demais integrantes do Dakila Pesquisas realizando uma visita ao Museu Egípcio na cidade do Cairo. Museu do Cairo arquivo pesquisa urandir 2015O Museu Egípcio foi criado pelo governo do país em 1835 e, atualmente, exibe a maior coleção de antiguidades faraônicas do mundo, com mais de 120 mil peças. Entre as mais importantes estão artefatos das tumbas dos faraós e de membros da família real, como Tuthmosis IV, Amenhotep III e Horemheb. Só na tumba de Tutankamon foram encontradas 3.500 peças, sendo que 1.700 delas são exibidas permanentemente no museu. O prédio que sedia a instituição localiza-se no Cairo, tem dois pisos principais e foi construído em 1900, no estilo neoclássico, pelo arquiteto francês Marcel Dourgnon.

No térreo os visitantes encontram uma extensa coleção de papiros e moedas usadas no mundo antigo. Os papiros são geralmente fragmentos, devido ao desgaste que o material, delicado, sofre com o tempo. Já as moedas foram forjadas em materiais como ouro, prata e bronze, com inscrições em grego, latim, arábico, e hieróglifos. Esse material foi utilizado por pesquisadores para recriar rotas de comércio no Egito Antigo, buscando entender melhor a relação do Império com outros povos.

No piso térreo, também são exibidos os artefatos do Novo Reinado, período entre 1550 e 1070 antes de Cristo. Os oMuseu do Cairo exibe coleçao de tesouros de Tutankamon - arquivo pesquisa urandir 2015bjetos dessa época, tal como estátuas, mesas e sarcófagos, são geralmente maiores do que os criados em séculos anteriores.

No piso superior estão os objetos encontrados no lendário Vale dos Reis, pertencentes às duas últimas dinastias do Egito Antigo. Lá estão as joias e tesouros do faraó Amenophis 2º e da mais famosa rainha egípcia, Hatshepsut.

Os grandes museus do mundo têm espaço em sua coleção para a arte egípcia, mas, além disso, existem outros dois museus exclusivos para ela fora do seu país de origem. Um deles é o Museo Egizio, localizado em Turim, na Itália, e o outro é o Ägyptisches Museum und Papyrussammlung, também conhecido como o Museu Egípcio de Berlim, na Alemanha.
O Museu

O governo estabeleceu o “Serviço das Antiguidades do Egito” em 1835, para administrar os sítios arqueológicos e realizar exibições dos artefatos coletados nas escavações.

Nos primeiros anos, o Jardim de Azbakian era utilizado como depósito. A coleção foi transferida várias vezes e, finalmente, foi guardada em um anexo do palácio de Gizé, onde permaneceu até a construção do prédio definitivo do museu, na cidade do Cairo, em 1900.

O grande destaque do acervo do Museu Egípcio é o tesouro de Tutankamon. O rei-menino, como ficou conhecido, assumiu o trono em um contexto de divergência política e religiosa e, com a sua ascensão ao poder, o país gradualmente reconquistou suas crenças e valores. O jovem rei governaria o Egito por nove anos, mesmo que, na verdade, não fosse ele o governante.

O tesouro de Tutankamon é um bom exemplo da arte egípcia em sua minúcia e função. Composto por 3.500 peças, ele tinha como objetivo ajudar o faraó na sua passagem para a outra vida, pois os egípcios acreditavam que a morte era o começo de uma nova forma de existência.

Eles formularam ideias sobre a alma e a imortalidade. Na cultura egípcia, existia o “Ba”, que pode ser entendido como a alma, e o “Ka”, que é a essência da vida. Juntos com o corpo, eles formam o ser humano. A preservação desses três elementos levaria à imortalidade, que eles almejavam imensamente. A arte era mais um instrumento para atingir esse objetivo, prova disso é que a palavra para “escultor”, em egípcio antigo, significa “aquele que mantém vivo”.

Belíssimas joias são expostas no Museu Egípcio. Exímios artesãos, eles tinham uma preocupação extrema com a harmonia do design e com as cores empregadas nas peças.

Um exemplo dos belos trabalhos de ourivesaria egípcios é o colar de Neferuptah, formado por uma rede tubular de contas de feldspato e coral. As fileiras são alternadas por finas camadas de ouro e peças em formato de gota arrematam a parte inferior do colar. De cada lado, uma cabeça de falcão dourada. Esse tipo de colar era o favorito para ornamentar deuses, reis e pessoas importantes, devido à sua capacidade de proteger quem o utilizasse. O exemplar exposto no Museu acompanhava a princesa Neferuptah em seu sarcófago.

As obras do Museu Egípcio impressionam não apenas pelas características mais conhecidas dessa arte, mas também por serem incomuns e inusitadas. É o caso da pintura do anão Seneb com sua família. Apesar de ter sido claramente executada segundo os critérios estabelecidos pela tradição egípcia, que estabelece que os homens tenham a pele mais escura que a das mulheres, que as crianças tenham o cabelo pendendo de apenas um lado da cabeça e com um dedo apontando para a própria boca, é interessante ver a solução que o artista encontrou para manter a harmonia da composição. Já que Seneb é muito baixo e o marido deve ser representado ao lado de sua mulher, e não inferior a ela, dois dos filhos de Seneb foram colocados no lugar de suas pernas.

A escultura em faiança de um hipopótamo azul também chama a atenção pela atualidade de seu design. No Egito, o animal era temido por seu tamanho e sua voracidade, mas também era símbolo de fertilidade e era venerado através da deusa Taweret. A representação do hipopótamo em azul, com flores de lótus e símbolos de renascimento, remete à arte abstrata, e poderia fazer parte de um quadro do espanhol Salvador Dalí sem destoar do universo surrealista do pintor.

Estátua colossal de Ramses II no museu a ceu aberto  Mit Rahina - urandir  pesquisa egito 2015Após a visita ao museu, o grupo de pesquisadores esteve no museu a céu aberto  Mit Rahina que se localiza entre Saqqara e Giza. Tem uma série de estátuas de Ramsés II, uma esfinge de alabastro, pedaços de outras estátuas e os colossos de Ramsés II. A maioria dos artefatos exibidos parecem ser relíquias do Império Novo. O que mais impressiona nesse museu são as colossais estátuas de Ramsés II esculpidas em uma única pedra com centenas de toneladas. Impressionante também é que uma das salas do museu foi erguida ao redor de uma dessas estátuas, que de tão grande e pesada, não houve possibilidade de coloca-la em pé.

E chegando ao fim do dia Urandir junto com todo o grupo se dirigiu ao complexo de Saqqara, o auge da expedição Egito. Saqqara, Sakara ou Sacara é o nome de um sítio arqueológico do Egito, que os arqueólogos acreditam que funcionou como necrópole da antiga cidade de Mênfis, uma das várias capitais que o Antigo Egipto conheceu ao longo da sua história. Situa-se a cerca de trinta quilómetros a sul da moderna cidade do Cairo, apresentando uma área com mais de seis quilómetros de comprimento e um quilómetro e meio de largura. No local encontram-se estruturas funerárias de um período que se estende desde 3000 a.C. até 950 d.C. Existem pesquisas atuais de arqueólogos independentes que acreditam serem muitíssimas mais antigas que a ciência tradicional afirma.  Urandir e os demais pesquisadores do Dakila Pesquisas partilham dessa mesma opinião e coletaram informações que corroboram essas teorias.

O nome “Sacara” deriva de Sokar, nome de um deus da mitologia egípcia considerado como protector da necrópole e que junto com o deus Ptah e o deus Nefertum formava a tríade (agrupamento de três divindades) de Mênfis. Alternativamente, há também quem procure relacionar este nome com o de uma tribo que ali viveu no passado, os Beni Sokar.

a enigmática  piramide escalonada de saqqara - arquivo pesquisa urandir egito 2015Atualmente foi descoberto um túmulo,ao qual se encontravam os restos mortais da rainha Shesheti (2323-2291 a.C.).Foi afirmado que a tumba que continha os restos mortais dentro de um sarcófago de granito,foi muito saqueada ao longo dos séculos.O túmulo foi encontrado perto de uma pirâmide descoberta a pouco tempo.A rainha Shesheti, mãe do rei Teti do egito, foi a primeira faraó da 6ª dinastia a governar o Egito.
Saqqara é conhecida por nela se encontrar o complexo funerário de Djoser, rei da III dinastia egípcia, com a sua conhecida pirâmide em degraus (ou escalonada), embora esta estrutura, data de cerca de 2630 a.C., não seja verdadeiramente uma pirâmide. O arquitecto do rei, Imhotep, levantou no local uma mastaba quadrangular, sobre a qual se ergueram, numa primeira fase, três andares e depois, mais dois. A estrutura acabou assim por apresentar seis “degraus”, atingindo cerca de sessenta metros de altura.

A mastaba apresentava o poço funerário habitual cavado no centro. Ao lado deste jazigo encontram-se outros aposentos funerários destinados a familiares do rei, cujas paredes estão cobertas por placas azuis.

urandir durante pesquisa na piramide de saqqaraO complexo inclui também um pátio ao ar livre, onde se celebrava a festa Sed, através da qual se pretendia renovar a força vital do soberano graças à realização de uma série de rituais. A norte do pátio estão dois edíficios que representam o Alto Egipto e o Baixo Egipto. Também na zona norte se encontra o serdab, nome árabe que designa uma pequena capela funerária onde se colocava uma estátua do defunto. Ali foi encontrada uma estátua do rei que se encontra hoje no Museu Egípcio do Cairo.

Todo o complexo encontra-se rodeado por uma muralha com dez metros de altura, que apresenta catorze portas falsas e uma verdadeira.

No final da etapa de pesquisa Urandir realizou uma palestra e direcionou uma atividade focada nas informações passadas pelos parceiros.

urandir palestra durante pesquisa realizada na piramide de saqqara

Artigo criado e publicado em 2015-05-21 22:05:30.

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